| Caramanchão do meu jardim |
| Recordação que não tem fim |
| Primeiro amor, meiga ilusão |
| E a linda flor da Madreselva |
| Guarda a lembrança, vibrando n’alma |
| Com esperança e doce calma |
| Em meu jardim, com emoção |
| Cantei assim, a primeira confissão |
| Madreselvas em flor deste caramanchão |
| Meu recanto de paz, da minha adoração |
| Na cor do arminho, eu vejo a inocência |
| E sinto carinho, no meu coração |
| Madreselvas em flor que me fazem sonhar |
| Na expressão de um olhar, com suave candor |
| Quando a Madreselva, de novo floresce |
| Eu rezo uma prece, beijando essa flor |
| Então a florzinha, com sua pureza |
| Vê minha tristeza e choro de dor |