| Licença pra eu chegar na sua casa |
| Mas como um convidado, que passa e fica, pacifica |
| Massifica, massa zica, raça rica, fica a dica |
| Minha fome não é só larica |
| Que morre quando acaba a marmita |
| Passo de formiga, liga |
| O caminho é estreito, mas siga |
| Quanta gente, por você, tem feito mais figa |
| O invejoso causa intriga |
| Cresce os zóio de barriga cheia, enquanto o outro mastiga |
| Só que isso vem das antiga |
| Deixa eles pra lá, vamo evitar a fadiga |
| Sei que vez ou outra a tempestade castiga |
| Mas também é culpa dela que a semente vinga |
| Forte como viga, a vida não brinca |
| Ontem era 15, daqui a pouco 30, frieza na hora da finta |
| Os dias tão em branco, não desperdice tinta |
| To nessa por nóiz, que trinca |
| Favor: Quando ouvir essa música, não tente entender, só sinta |
| Proteja-me na hora da entrada |
| Proteja-me na hora da saída |
| Sei que perante ti, eu não sou nada |
| Mas que minha missão seja cumprida |
| Aqui ou em qualquer lugar |
| Coragem pra si, humildade pra passar |
| Vários por aí tão na de ultrapassar |
| Mas, se não sabe porque corre, cê nunca vai chegar |
| Hora de conseguir, cansado de tentar |
| Se querer é poder, só não muda quem não quer mudar |
| Vi que tudo vai passar |
| Sorrir, trabalhar, dormir, despertar |
| Morri pra viver, sofri pra ganhar |
| Perdi pra aprender, prendi pra deixar |
| Ouvi por saber que era bom escutar |
| Cai pra perceber que a honra tá no levantar |
| Independente de correntes no seu pé |
| Se você se sente livre, então você é |
| É quente, né? só quero o melhor pra minha gente, né? |
| E ver todos os neguim sorridente, né? |
| Eu que já trabalhei de servente em até plantações de café |
| Vagabundo nato, rato das calçadas |
| A vitória dos meus, eu não perco por nada |
| Típico sujeito homem |
| E que os bico lavem bem a boca antes de falar o nosso nome |
| Que assim seja… |
| Que assim seja… |