Testo Reis do Agronegócio - Chico Cesar

Reis do Agronegócio - Chico Cesar
Informazioni sulla canzone In questa pagina puoi leggere il testo della canzone Reis do Agronegócio , di -Chico Cesar
Nel genere:Музыка мира
Data di rilascio:08.03.2018
Lingua della canzone:Portoghese

Seleziona la lingua in cui tradurre:

Reis do Agronegócio
Ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio\nÓ produtores de alimento com veneno\nVocês que aumentam todo ano sua posse\nE que poluem cada palmo de terreno\nE que possuem cada qual um latifúndio\nE que destratam e destroem o ambiente\nDe cada mente de vocês olhei no fundo\nE vi o quanto cada um, no fundo, mente\nVocês desterram povaréus ao léu que erram\nE não empregam tanta gente como pregam\nVocês não matam nem a fome que há na terra\nNem alimentam tanto a gente como alegam\nÉ o pequeno produtor que nos provê e os\nSeus deputados não protegem, como dizem:\nOutra mentira de vocês, pinóquios véios\nVocês já viram como tá o seu nariz, hem?\nVocês me dizem que o brasil não desenvolve\nSem o agrebiz feroz, desenvolvimentista\nMas até hoje na verdade nunca houve\nUm desenvolvimento tão destrutivista\nÉ o que diz aquele que vocês não ouvem\nO cientista, essa voz, a da ciência\nTampouco a voz da consciência os comove\nVocês só ouvem algo por conveniência\nPara vocês, que emitem montes de dióxido\nPara vocês, que têm um gênio neurastênico\nPobre tem mais é que comer com agrotóxico\nPovo tem mais é que comer se tem transgênico\nÉ o que acha, é o que disse um certo dia\nMiss motosserrainha do desmatamento\nJá o que acho é que vocês é que deviam\nDiariamente só comer seu «alimento»\nVocês se elegem e legislam, feito cínicos\nEm causa própria ou de empresa coligada:\nO frigo, a múlti de transgene e agentes químicos\nQue bancam cada deputado da bancada\nTé comunista cai no lobby antiecológico\nDo ruralista cujo clã é um grande clube\nInclui até quem é racista e homofóbico\nVocês abafam, mas tá tudo no youtube\nVocês que enxotam o que luta por justiça;\nVocês que oprimem quem produz e que preserva\nVocês que pilham, assediam e cobiçam\nA terra indígena, o quilombo e a reserva\nVocês que podam e que fodem e que ferram\nQuem represente pela frente uma barreira\nSeja o posseiro, o seringueiro ou o sem-terra\nO extrativista, o ambientalista ou a freira\nVocês que criam, matam cruelmente bois\nCujas carcaças formam um enorme lixo\nVocês que exterminam peixes, caracóis\nSapos e pássaros e abelhas do seu nicho\nE que rebaixam planta, bicho e outros entes\nE acham pobre, preto e índio «tudo» chucro:\nPor que dispensam tal desprezo a um vivente?\nPor que só prezam e só pensam no seu lucro?\nEu vejo a liberdade dada aos que se põem\nAlém da lei, na lista do trabalho escravo\nE a anistia concedida aos que destroem\nO verde, a vida, sem morrer com um centavo\nCom dor eu vejo cenas de horror tão fortes\nTal como eu vejo com amor a fonte linda\nE além do monte o pôr-do-sol porque por sorte\nVocês não destruíram o horizonte… Ainda\nSeu avião derrama a chuva de veneno\nNa plantação e causa a náusea violenta\nE a intoxicação «né» adultos e pequenos\nNa mãe que contamina o filho que amamenta\nProvoca aborto e suicídio o inseticida\nMas na mansão o fato não sensibiliza\nVocês já não tão nem aí co’aquelas vidas\nVejam como é que o ogrobiz desumaniza…:\nDesmata minas, a amazônia, mato grosso…;\nInfecta solo, rio, ar, lençol freático;\nConsome, mais do que qualquer outro negócio\nUm quatrilhão de litros d´água, o que é dramático\nPor tanto mal, do qual vocês não se redimem\nPor tal excesso que só leva à escassez\nPor essa seca, essa crise, esse crime\nNão há maiores responsáveis que vocês\nEu vejo o campo de vocês ficar infértil\nNum tempo um tanto longe ainda, mas não muito\nE eu vejo a terra de vocês restar estéril\nNum tempo cada vez mais perto, e lhes pergunto\nO que será que os seus filhos acharão de\nVocês diante de um legado tão nefasto\nVocês que fazem das fazendas hoje um grande\nDeserto verde só de soja, cana ou pasto?\nPelos milhares que ontem foram e amanhã serão\nMortos pelo grão-negócio de vocês\nPelos milhares dessas vítimas de câncer\nDe fome e sede, e fogo e bala, e avcs\nSaibam vocês que ganham «cum» negócio desse\nMuitos milhões, enquanto perdem sua alma\nQue eu me alegraria se afinal morresse\nEsse sistema que nos causa tanto trauma\nEu me alegraria se afinal morresse\nEsse sistema que nos causa tanto trauma\nEu me alegraria, ô\nEsse sistema que nos causa tanto trauma\nÓ donos do agrobiz, ó reis do agronegócio\nÓ produtores de alimento com veneno

Scrivi cosa pensi del testo!

Altre canzoni dell'artista: