| Quem pode continuar vivendo sob a mira da sua praxis |
| Nessa agenda de prosperidade, só quem perde sou eu |
| A vida é bem diferente do que vejo na TV |
| Aprendendo a ser escravo dócil com sua informação |
| Traduzir acenos de quem determina |
| Acalma a multidão |
| O sorriso de ódio que se aproxima |
| Pronto pra se espatifar |
| Muros de vergonha, documentos seletivos |
| Mais de uma fronteira de um só lugar |
| É para a segurança de quem pode pagar |
| Quem sobra, quer dançar |
| Se todos tem liberdade |
| Se palavras tem valor |
| Porque não posso entrar |
| Mais uma campanha, mais de nosso esforço |
| Promessas que todos fingem aceitar |
| Encher de água o que foi cercado |
| Se não me inclui, ninguém vai festejar |
| Muros de vergonha, documentos seletivos |
| Mais de uma fronteira de um só lugar |
| É para a segurança de quem pode pagar |
| Quem sobra, quer dançar |
| Se todos tem liberdade |
| Se palavras tem valor |
| Porque não posso entrar? |
| Sua guerra, meu dinheiro |
| Suas armas, o meu sangue |
| Se não dançam todos, não dança ninguém |
| Sua produção, meus braços |
| Seu lastro, o meu trabalho |
| Se não dançam todos, não dança ninguém |
| Não dança ninguém |
| (Não dança ninguém) |