| A terra em transe franze, racha pela beirafeito cabaço de freira |
| Solto e lá vem um! Mas o brasil inda batuca na ladeira: |
| Bafo, Congo, Exu, Taieiramais Cacique e o Olodum… |
| Deus salve o budum! Viva o murundum! E é tumtum, tumtum, tumtum, tumtum |
| Eu ouço muito elogio à barricada. Procuro as nossas por aqui, não vejo nada |
| Só levo arroto e perdigoto no meu molho |
| Se tento ver mais longe, tacam o dedo no meu olho |
| Quem fica na barreira pode inté ficar roncolho |
| Um impresário quis que eu fosse a Massachutis |
| Oquêi, my boy! — cheguei pra rebentar e putz! |
| Voltei sem calça e quase que um me sequestrava |
| Ao conferir o saldo, no vermelho fui parar |
| Tô com o João Ubaldo: chega essa Calcutá! |
| Eu tô Amil por aí, atleta do Juqueri, um sócio a mais da Golden Cross de |
| carteirinha… |
| Tanto sofri nessa afã que um seguidor de Lacandiagnosticou stresse me mandou |
| pra roça descansar… |
| Eu fui pra Limoeiroencontrei o Paul Simon lá |
| Tentando se proclamá gerente do mafuáSe o peão não chiá, o Boi-Bumbá vai virá |
| vaca |